Atibra
Atibra: em quatro meses, a VRental ganhou nome, identidade, enxoval e um estande na Paving Expo para se apresentar como gestora de ativos pesados.
Framework
Atibra
Seu sucesso é o nosso ativo.
Indústria
Construção & Engenharia · Locação e seminovos de equipamentos pesados
O que fizemos
Imersão e pesquisa de mercado
Naming
Apoio ao posicionamento, criado pela handz
Narrativa da mudança
Identidade visual, sub-marcas e manual de marca
Vinheta do logo e filme de lançamento
Enxoval: vestuário, EPI, brindes, papelaria e apresentações
Adesivação de máquinas
Ambientação da unidade piloto de Recife
Redes, e-mails e virada digital
Estande, LED e quiz na Paving Expo 2026
Mídia, CRM e conteúdo recorrentes
Pesquisa
Antes de trocar o nome, medimos onde a VRental estava.
A VRental aluga e vende máquinas pesadas para obras de infraestrutura, saneamento, agro e mineração, com sede em Indaiatuba (SP). Quando o projeto começou, em maio de 2026, a empresa já trabalhava com contratos longos e cuidava da manutenção de cada equipamento. O nome, porém, contava só a transação: V + Rental, alugar.
A pesquisa comparou a VRental com 14 locadoras do setor por quatro lentes: posicionamento, comercial, discurso e visual. O retrato era de um mercado parecido entre si, em que quase todos vendiam frota e preço, e a VRental ficava no meio do grupo.

Essas conclusões alimentaram o posicionamento que a handz, que responde pelo marketing da Atibra, construiu para a marca nova com apoio da Headcore. A Atibra se posiciona como gestora de ativos, é contratada pela disponibilidade da máquina, fala da operação do cliente e ganha uma identidade que o setor não tinha.
O estudo de mercado de linha amarela mostrou o setor saindo do ciclo de baixa de 2025 e empreiteiras trocando compra por locação para proteger o caixa. O público ficou dividido em dois. Para Locação, empresas de infraestrutura, saneamento, agro e mineração com operação complexa e contrato longo. Para Seminovos, quem procura máquina usada com procedência e garantia.
Naming
Um nome para o que a empresa gere.
O naming aconteceu entre 28 de maio e 16 de julho. Antes de criar, o canvas definiu o que o nome tinha de resolver: tirar a empresa da prateleira de locadora tradicional, marcar a profissionalização, servir a locação e seminovos e aguentar expansão nacional. Também listou as classes do INPI a proteger, com a 37, de locação e manutenção de máquinas de construção, em primeiro lugar.

Atibra combina ativos e Brasil numa construção proprietária, com o conceito gestão de ativos para operações inteligentes. A-TI-BRA tem três batidas curtas, com peso na primeira sílaba e força de saída na última, e soa como quem chega para resolver. Na avaliação final, somou 35 de 45 pontos em nove critérios, com nota máxima em diferenciação e distinguibilidade.

Posicionamento e narrativa
A máquina não pode parar.
Quem pensou o posicionamento foi a handz, com a Headcore junto. A frase que abre este ato a diretoria já dizia muito antes do projeto; só faltava um lugar de honra. E faz todo sentido: quem aluga uma escavadeira para uma obra de saneamento conta com ela até o último dia do contrato, porque uma máquina parada segura a frente inteira. Por isso a Atibra chega ao mercado como gestora de ativos pesados, com manutenção preventiva, o prontuário de cada equipamento à mão e gente ao lado durante a operação.

As duas frentes de negócio ficaram sob uma marca só, nomeadas pelo que fazem. Atibra Locações cuida do equipamento em operação. Atibra Seminovos vende a máquina com procedência e histórico documentado. A gestão do ciclo de vida do ativo liga uma à outra.

Identidade visual
A bandeira do Brasil, reduzida a forma.
O sistema visual parte da bandeira do Brasil, redesenhada em formas planas, sem verde-amarelo literal. O losango aparece dentro dos A do wordmark, e semicírculos em verde digital marcam o pingo do Í e os pés dos A. Existem só duas versões do logo: clara com o acento verde, para fundo escuro, e petróleo monocromática, para fundo claro. Para avatar e ícone, a versão sintética fica só com o A e o semicírculo.
Concreto, geometria e Brasil.
A geometria da Atibra conversa com uma tradição que o Brasil conhece bem: o brutalismo. A partir dos anos 1950, arquitetos como Vilanova Artigas, Lina Bo Bardi e Paulo Mendes da Rocha assumiram o concreto aparente e a estrutura à mostra, com a forma resolvida junto com o cálculo. O MASP, de 1968, apoia o museu em quatro pilares e deixa um vão livre de 74 metros sobre a Avenida Paulista.
Essa arquitetura cresceu de mãos dadas com a engenharia civil e com o projeto de desenvolvimento do país. Brasília, inaugurada em 1960, ficou de pé com os cálculos estruturais de Joaquim Cardozo, e estradas, barragens e cidades vieram no mesmo impulso. Em 2006, Paulo Mendes da Rocha levou o Pritzker, o prêmio mais importante da arquitetura mundial.
É a mesma cadeia em que a Atibra trabalha hoje: obra pesada, máquina no canteiro e infraestrutura que faz o país andar. Por isso as formas da marca são planas, sem ornamento e com ângulos de estrutura. O moodboard da identidade trouxe fachadas de concreto, e uma das imagens preparadas para o estande da Paving mostra pilares de concreto sob luz rasante, com uma criança correndo entre eles.

A fonte IBM Plex Sans veio da VRental e ficou, porque era o único elemento da marca antiga que o mercado reconhecia. O grafite #1F2126 deu lugar ao verde petróleo #123940. O lima ácido #B0F730, que aparecia como enfeite, foi substituído pelo verde digital #84FF56, que na Atibra só entra onde há disponibilidade ou segurança. É a mesma cor do EPI.
São quatro paletas (principal, neutra, sinalização e Seminovos) aplicadas na proporção 60/30/10: verdes na base, neutros na estrutura e cor de sinalização em chamadas e avisos. Os assets gráficos são fragmentos do losango, meio-diamantes e chevrons que formam bandas, padrões de linha e uma retícula para grandes áreas.




Materiais
Tudo que leva a marca, pronto na véspera da feira.
Tudo que leva marca tinha de estar pronto na véspera da feira. O prazo mais curto era o de vestuário e brindes: o fornecedor trabalha com 30 a 40 dias de produção, e a arte precisava sair até 20 de agosto. A linha tem duas cores, cinza institucional e verde petróleo, e a peça muda conforme quem veste. Camiseta para promotores, polo para o comercial, camisa social para a diretoria.
No EPI, o capacete foi estudado em petróleo e em verde digital. Colete e jaqueta seguem as duas cores da linha, e a camiseta dos promotores leva um QR code nas costas.

Ecobag, mochila, squeeze e caderno compõem o kit de feira.
Para apresentações, um template mestre com capas por unidade de negócio, contracapas e slides internos, em PowerPoint editável.
O catálogo de Seminovos traz escavadeiras, motoniveladoras, pás carregadeiras, retroescavadeiras e tratores com a especificação de cada unidade, numa versão para tela e outra em PDF/X-1a para gráfica. Uma das páginas explica procedência, garantia e gestão de ciclo de vida.


Máquina como mídia.
A regra de adesivação foi fechada em agosto: toda máquina que passa pela oficina sai com a marca nova, sem troca em campo, e as locadas trocam na desmobilização. Para a feira, três máquinas de demonstração receberam projeto completo, com logo na caçamba, grafismo do losango no braço e QR code na cabine. Sobre o amarelo da máquina, o logo entra sempre na versão petróleo.
Ambiente
Recife, a unidade piloto.
A unidade de Recife é o piloto da ambientação física. O estudo cobre dez zonas, da guarita à recepção, passando pela testeira do galpão, pátio, castelo d’água, oficina, baia de inspeção e escritório. As imagens são simulações feitas sobre o projeto da unidade e servem de referência para obra e fornecedores; a execução segue no rollout de 90 dias.


Dentro, o petróleo vai em barrado e o losango vira mural tonal no hall. Os materiais foram separados por área: superfícies claras e tecido verde no administrativo; chapa metálica, concreto e amarelo de sinalização na operação.

Filme
Dois minutos para contar a virada.
Lançamento e evento
O time soube antes do mercado.
A regra foi combinada com a diretoria. A narrativa interna saiu em agosto, antes de qualquer peça pública, com a explicação do nome e orientações sobre uniforme e troca de adesivos. O Integra 2026, encontro interno de setembro, ganhou backdrop e camiseta com a frase Gente é o nosso maior ativo. A vinheta que abre este case faz a passagem de VRental para Atibra em pouco mais de 30 segundos.

Para clientes, parceiros e imprensa, o comunicado de 18 de setembro separa o que muda (nome, logo, paleta, domínio e perfis) do que continua igual (empresa, contratos, condições comerciais e equipes). As plataformas de mídia pedem esse documento para trocar o nome de uma conta de anunciante.
A virada digital.
Os canais públicos trocaram de marca juntos: avatar, capas e destaques das redes, assinatura de e-mail, QR codes e o hotsite atibra.com.br. O perfil passou a ser @atibra.br. Locações e Seminovos ganharam kits de redes próprios.


Antes da feira, a base de clientes recebeu dois e-mails: o save the date e, no primeiro dia, o É hoje, com o mapa do pavilhão até o estande 37A, desenhado sobre a planta oficial do evento. Nas redes, um teaser ainda com a marca VRental anunciava a mudança, e um vídeo curto convidava para a visita.
O evento.
A Atibra apareceu em público pela primeira vez na Paving Expo 2026, de 22 a 24 de setembro, no Distrito Anhembi, em São Paulo. A feira reúne construtoras, empreiteiras, concessionárias e órgãos públicos de infraestrutura viária. O estande 37A tem 150 m², com uma retroescavadeira adesivada na frente, recepção, lounge e painel de LED. Abaixo, o render do projeto e o estande montado.

A animação do painel de LED saiu do nosso motor de motion, que lê cores, fontes e tempos direto do Brand Brain da Atibra. O mesmo motor fez o vertical institucional, também exibido no estande, que apresenta a empresa em 30 segundos, e o reel das redes com quatro frases da marca sobre imagens de operação.
Para as paredes, preparamos cinco imagens em resolução de painel que abrem um repertório novo para a marca: gente brasileira trabalhando e construindo, como o joão-de-barro que ergue o próprio ninho.
Um totem com quiz testava o visitante em perguntas sobre máquinas e sobre como comprar um seminovo, e captava o contato no fim. Nos três dias, 218 pessoas jogaram e responderam 1.744 perguntas, com 81% de acerto; 169 deixaram um WhatsApp válido.
O registro abaixo foi gravado no terceiro dia, com diretores e equipe falando da marca nova dentro do estande. O roteiro-guia do CEO partia de uma frase: a marca é nova, a transformação começou muito antes.
Operação recorrente
A marca nova já roda na mídia e no CRM.
A Headcore já cuidava da mídia e do conteúdo da VRental antes da troca de nome, e o trabalho seguiu com a Atibra. Quando a Paving Expo fechou as portas, a conversa com quem passou pelo estande continuou já no dia seguinte.
Quem visitou o estande recebeu um agradecimento com uma pergunta só: o interesse é locação, seminovos ou os dois? Um clique basta, sem formulário. A resposta leva cada pessoa ao conteúdo certo e ao time comercial certo, e quem foi convidado e não conseguiu ir recebeu uma versão própria do convite para continuar perto.
Nas redes, os anúncios de outubro colocaram a equipe do estande para falar da marca nova e abriram com a vinheta VRental agora é Atibra. A troca de marca nos demais pontos de contato segue em ritmo de rollout até o fim do ano.
Resultados
A marca chegou pronta, e a conversa continua.
Antes.
VRental: um nome que contava só o aluguel, um logo sem símbolo, cores sem regra e duas frentes, locação e seminovos, cada uma falando do seu jeito.
Depois.
Atibra: ATIvos e BRAsil no nome, a gestão do ativo como promessa, o losango da bandeira desenhado no logo e um sistema inteiro pronto para crescer. Do uniforme do time à máquina na obra, do estande ao filme, a marca já sai de casa vestida.
A Atibra chegou à Paving Expo de roupa nova: no estande, no uniforme do time, na máquina da frente e no telão. E saiu de lá com uma conversa aberta com cada pessoa que parou para conhecer a marca.
Seu sucesso é o nosso ativo.
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